Seja a MULHER da sua VIDA!

26 Jan 2019
Publicado em Artigos

 

Como mulher e advogada estou preocupada com o número de mulheres que foram vítimas de violência domestica nesses poucos dias de 2019.

Violência esta, que atinge a mulher independentemente de seu grau de instrução, profissão ou sua posição perante a sociedade. Pouco importa se ela é mãe, irmã, esposa, vizinha, namorada, amante, do lar, advogada, administradora ou recepcionista. O que importa é que ela apanha! Apanha, aguenta, se cala, apanha, comenta com uma amiga, é ridicularizada, apanha novamente, sente medo, fica sem apoio, sem colo, sem abraço, apanha, procura ajuda, recusam, apanha mais uma vez, se conforma e morre! Às vezes essa morte é interna, a mulher se anula, se deprime, sente culpa, acredita que merece apanhar por aceitar apanhar.
De acordo com algumas pesquisas que tenho feito, absurdamente: “A cada dois segundos, uma mulher é vítima de violência física ou verbal no Brasil. Segundo a Secretaria de Governo Federal, por volta de doze pessoas são vítimas de feminicídio (assassinato de uma mulher cometido por razões de desprezo ou menosprezo ao sexo feminino; crime de ódio) diariamente, e são contabilizados mais de meio milhão de casos de estupro por ano no país, sendo que apenas 10% chegam à justiça. São dados como esses que tornam o Brasil o quinto país no ranking mundial de violência contra a mulher. Conforme dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 35% dos homicídios de mulheres no mundo são cometidos por seus companheiros. A Organização Mundial das Nações Unidas (ONU) projeta que 70% das pessoas do sexo feminino já sofreram ou sofrerão algum tipo de violência ao longo de suas vidas.
Essa situação não pode continuar! Nós mulheres precisamos dar um basta nesses índices. Atualmente, existem inúmeras ONG´s de apoio às mulheres vítimas de violência domésticas, a maioria delas presta serviço através das redes sociais. Alem disso, as vítimas podem e devem procurar assistência jurídica afim de requerer medidas judiciais protetivas, dirigindo-se à Advogados, Membros do Ministério Publico, Delegacia da Mulher ou até mesmo na Secretaria Municipal de Justiça da cidade em que reside, onde serão acolhidas e encaminhadas à atendimento especializado.
Importante esclarecer, que relacionamentos podem ser considerados abusivos quando há abuso emocional ou econômico, agressões verbais, perseguição, agressões físicas, ameaças ou violências sexuais.
Não podemos nos conformar com isso. Hoje temos mais acesso à informação, mais esclarecimentos e meios legais de proteção e defesa dos nossos direitos.
Precisamos de união, amor próprio e coragem para enfrentarmos este ato de covardia. Precisamos ser: a MULHER da nossa vida!



Karina Boff
Advogada e Diretora Jurídica da Secretaria de Justiça de Itu

 

 

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