Entrevista Internacional- Safira Assane

28 Ago 2017
Publicado em Entrevistas

 

Nossa entrevistada da semana é nossa querida fã que curte a página, lá de Moçambique, a qual eu descobri em um de nossos grupos do WhatsApp. Safira sempre residiu em Moçambique, tendo alguns amigos e parentes no Brasil. Safira Assane é advogada estagiária e técnica jurídica superior, com 22 anos, residente e domiciliada em Beira, uma cidade de Moçambique, capital da província de Sofala.

 

Para Safira, ser advogada em Moçambique “é trabalhar em prol da justiça sem qualquer tipo de distinção tendo como objetivo primordial fazer valer o direito do cliente”, para ela, “ser advogada é extremamente entusiasmante posto que, no ordenamento jurídico Moçambicano o direito esta em constante evolução na medida em que há uma substituição de algumas leis que tornaram-se obsoletas com a entrada em vigor de novos diplomas legais que se adequam ao contexto atual de sociedade de risco, a titulo de exemplo o novo Código Penal prevê a imputação jurídico-penal da pessoa jurídica bem como os crimes informáticos e crimes contra o ambiente, o que sucinta uma necessidade de estar sempre a aprender pois cada caso é um caso e o direito é uma ciência dinâmica”.


Indaguei a Safira como se dá a formação do Advogado em seu País, por exemplo, quantos
anos de curso na Faculdade, há vestibular para entrar na Faculdade? Após
formada, há exame como no Brasil? Expliquei que aqui estudamos cinco anos, depois ainda temos de ser aprovados em uma prova da Ordem dos Advogados do Brasil para
poder então exercer a profissão, por fim indaguei como funciona aonde ela vive?

“Em suma para exercer a advocacia em Moçambique primeiramente é necessário ser aprovado/a no exame nacional de admissão para Universidade Publica no Curso de Direito ou se inscrever na Universidade Privada, depois concluir o Curso de Direito que geralmente tem a duração de 4 a 5 anos na Universidade Publica e 3 a 4.5 anos Universidade Privada com a culminação através do TCC/ Monografia o que é mais comum nas Universidades Publicas e exame de estado ou relatório de estágio que é mais comum nas Universidades Privadas, depois fazer o estagio profissional através da Ordem dos Advogados de Moçambique ou do Instituto de Patrocínio e Assistência Jurídica (IPAJ), com a duração de 14 e 16 meses respectivamente que culmina com a entrega de dois relatórios um em cada fase do estagio pela Ordem e relatórios mensais no estagio pelo IPAJ, etc. Por fim é necessário ser aprovado no exame nacional de acesso para o exercício da advocacia, exame este que é escrito e oral.”

Safira escolheu o ramo do Direito porque diz ter uma paixão imensurável pelo direito e uma vontade de enorme de combater as injustiças e desigualdades sociais para garantir o direito a justiça a todos os cidadãos, como técnica jurídica superior Safira advoga há cerca de um ano e como advogada estagiária hà alguns meses. Atua em todas as áreas, sendo ligada mais à área criminal, especialmente em caso pro bono.

O dia a dia de um advogado em Moçambique na maior parte do tempo é extremamente agitado posto que, há inúmeras peças processuais por fazer, processos à consultor, etc, segundo Safira.


No ordenamento jurídico Moçambicano não existe a figura de correspondentes jurídicos, claro, tinha de perguntar isso para ela. Assim como perguntei se existe desvalorização da profissão, Safira nos responde que lá “a classe dos advogados é vista como sendo nobre o que espelha o verdadeiro sentido da sua existência, bem como a mesma é muito valorizada o que constitui uma mais-valia posto que, há mais ou menos que 2000 advogados em Moçambique”.

 

Na cidade da Beira tem mais ou menos 5 faculdades de Direito, das quais duas são públicas e o restante privadas, à melhor é a faculdade de Direito da Universidade Zambeze, segundo no explica Safira.

 

Perguntei à ela se já passou por alguma situação engraçada na sua Vida de Advogada e se pode nos contar, ela diz que a “situação mais engraçada na minha vida de advogada foi em um caso de um homem com duas mulheres que ficou ofendido e submeteu uma queixa contra a mulher quando esta arranjou mais um marido e o novo marido tinha duas mulheres, no entanto eram 6 pessoas num relacionamento de concubinos”.


Safira conheceu a página Vida de Advogado e os grupos do Whatsapp por meio de uma pesquisa e “esta achando extremamente social, educativo, divertido e empolgante, na medida que retrata todo tipo de assunto de um modo eficiente e descontraído”.

 

Para encerrar minha primeira entrevista internacional, pedi para nossa querida Safira deixar uma mensagem para os colegas de profissão.


“Ser advogado é fazer valer o direito, porém quando o direito estiver em conflito com a justiça deve-se lutar pela justiça. Justitia est perpetua et constants voluntas tribuendi cuique juius suum.

 

Por Rogério Gimenez

 

 

 

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