Entrevista com o Dr. Fábio Frederico Teixeira

05 Fev 2019
Publicado em Entrevistas

 

 

Fabio Frederico, é advogado, atualmente com seus 35 anos, solteiro, sem filhos, reside em Santo André/SP e advoga desde 2014, formado pela Faculdade Anhanguera em novembro de 2013.

 

 

Nosso colega não tem escritório próprio, pois, trabalha em parceria com outros escritórios/colegas. Fábio, antes de passar na OAB, estagiou desde o segundo ano da faculdade no TRT, depois na Procuradoria Municipal de Santo André, e, por fim, na Defensoria Pública. A opção pela esfera trabalhista foi porque, inicialmente, ele saiu do estágio no TRT com conhecimentos para a área. A área cível, por sua vez, é uma paixão desde a faculdade, complementa nosso colega.

 

Quanto à escolha pelo Direito, como a maioria dos estudantes, a ideia do nosso entrevistado era “fazer justiça”, mas, ao longo do curso, diz que foi percebendo que a ideia de ser profissional liberal também o incentivou a advogar. Ele não tem outros advogados na família e teve como incentivo parte da família e amigos advogados que já conhecia.

 

Quanto ao ABC, Fábio diz que não tem dificuldades em advogar nesta região, mas que obviamente as oportunidades na Capital são inúmeras e espaço existe para todos, inclusive, no ABC.

 

Embora nosso colega ainda não tenha se especializado em nenhuma pós-graduação, advoga mais na esfera trabalhista e cível, sempre em parceria com terceiros. Para Fábio, a melhor forma de captação de clientela ainda é no boca-a-boca, ou seja, “você faz a ação para alguém e esse alguém te indica para outros. É um trabalho árduo e demorado, mas, que dá resultados”.

 

Quanto a aprovação na OAB, a mesma demandou quase um ano de exaustivos estudos concomitantes com a faculdade, sendo aprovado no primeiro exame, contudo, “foi uma prova extremamente difícil a qual tenho arrepios só de lembrar rs”.

 

Quanto à inversão de valores existente em nosso País, indagado por este entrevistador, para Fabio Frederico, “o brasileiro é um povo muitas vezes hipócrita: quer o cumprimento das leis, mas quer que o outro cumpra. Ele, que cobra tanta moralidade e legalidade dos outros, tem sempre uma razão para não cumprir: seja o dvd pirata, o gato na tv ou o farol vermelho ultrapassado. No final das contas, o brasileiro se queda silente a tanta corrupção porque, talvez, no fundo, de forma catártica, se identifique com nossos congressistas”.

 

Nosso colega considera a rotina como advogado, como sendo cada dia uma aventura diferente. E quanto às famosas “dúvidas/consultas gratuitas”, para ele, “se for referente as minhas áreas de atuação, eu converso com o pretenso cliente e observo se há possibilidade de ação. Se a pergunta for referente a áreas as quais não atuo, eu dispenso.”

Quanto à OAB, diz que a mesma deveria tomar medidas mais drásticas para coibir a falta de urbanidade com advogados.

 

Para nosso amigo, o principal problema de um advogado hoje em dia, “na realidade, são os famosos advogados que fazem diligência a R$ 20,00 e audiências a R$ 50,00. Mesmo com muita concorrência, só existe quem ofereça serviços a esses valores porque existe quem aceita”.

 

Fugindo um pouco destes temas, quem é o Dr. Fábio? Tem algum hobby? Qual? O que gosta de fazer nos tempos livres?  “Meus hobbies incluem tocar guitarra, games e navegar na internet a respeito de qualquer assunto que seja do meu interesse”.

 

Quanto à alguma situação engraçada que tenha passado na sua Vida de Advogado, ele nos conta que certa vez, durante uma audiência de alimentos realmente tensa, onde havia uma ríspida discussão entre ele, minha ex-adversa e o juiz, a colega ex-adversa disse que desejava fixação de 80% dos rendimentos do meu cliente a título de pensão, momento o qual ele disse a ela: “nem que meu cliente fosse o Mick Jagger” , nesse momento, o juiz perdeu toda a seriedade e começou a rir.

 

Quanto nossa página Vida de Advogado, diz que a conheceu no Facebook mesmo tão logo se formou.

 

Como sempre, peço aos entrevistados que deixem uma mensagem para os colegas do Vida de Advogado, segue a do nosso amigo do ABC: “A advocacia precisa ser mais unida. Antes de culpar a OAB por quaisquer problemas atinentes a profissão, é necessário lembrar que muitas vezes os advogados não se unem para se defender e defender os interesses da classe. Percebo que, na maioria das vezes, cada um está interessado em defender seus próprios interesses”.

 

Fabio Frederico Teixeira, atende no ABC Paulista, através do e-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

 

 

 

 

 

Por Rogério Gimenez

 

 

 

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