Entrevista Caio Duarte

16 Nov 2019
Publicado em Entrevistas

 

Caio Duarte, advogado, hoje com 27 anos de idade, professor pré-concurso público, reside em Rio das Ostras/RJ, especializado em Direito Constitucional, presidente da Comissão de Direito Constitucional e vice-presidente da Comissão da Jovem Advocacia da OAB de Rio das Ostras, nasceu em Itaboraí/RJ e direto de Rio das Ostras, aonde reside desde os treze anos de idade, gentilmente nos concedeu essa entrevista.

 

 

Caio terminou a Faculdade de Direito aos vinte e três anos de idade, mais precisamente no ano de 2015 e desde então, atua como advogado, tendo começado a lecionar neste ano. Se diz apaixonado pela profissão e também por partilhar e adquirir conhecimento e por este motivo se considera uma pessoa realizada profissionalmente e amorosamente, também, eis que possuí uma noiva com quem está já há cinco anos.

 

Nosso entrevistado possuí seu próprio escritório, que consegui erguer há três meses e hoje administra com seu sócio. Além disso, assim como nosso querido Rogério Gimenez deste canal, também grava vídeos para o Instagram, Facebook e YouTube, onde se dedica a prestar esclarecimentos jurídicos a respeito de fatos cotidianos. Para Caio, o objetivo é instruir os leigos, para que possam compreender os acontecimentos à luz do Direito.

 

Quando indago nosso entrevistado sobre os motivos que o levaram a cursar Direito, ele nos diz que é uma história bem curiosa, O meu início na faculdade de Direito foi um verdadeiro tiro no escuro que deu certo. Eu não era bom aluno. Durante o ensino médio, dei muito trabalho aos meus pais, que não sabiam mais o que fazer. Já havia repetido de ano algumas vezes e não dava o menor sinal de que mudaria. Porém, quando eu estava cursando o segundo ano do ensino médio, já pela segunda vez, tive um choque de realidade, do atraso que eu estava realizando com a minha própria vida, e decidi mudar. Pedi ao meu pai um voto de confiança. Disse que se ele pagasse um supletivo, para que eu pudesse terminar o ensino médio de uma vez, eu mudaria de vida, me tornaria responsável e estudioso. Ele aceitou, mas a condição dele era que eu fizesse uma faculdade em seguida. Portanto, a minha proposta não seria aceita se eu não lhe falasse um curso e desse a certeza de que o cursaria após o supletivo. Como um mau aluno de ensino médio, não gastava muito tempo da minha vida decidindo qual curso estudaria no futuro. Tive que decidir em algumas semanas. Parei, pensei, pesquisei sobre todos os cursos que se possa imaginar. De exatas a humanas. Como não conseguia chegar a uma conclusão, disse para mim mesmo: “vou tentar Direito”. E fui. Desde o primeiro dia de aula, pensei em honrar a promessa que fiz ao meu pai e consegui. Terminei a faculdade com um bom rendimento e hoje estou aqui, muito feliz com o tiro no escuro que deu certo. Nada mal para o pior aluno do ensino médio.”

 

Quando começou a faculdade, logo foi atrás de estágio. Como não estava fácil encontrar nos primeiros períodos e sem conhecimentos, começou como conciliador voluntário do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. Depois de alguns períodos, conseguiu estágio remunerado no mesmo órgão e depois de um tempo passou a estagiar em escritórios de advocacia e na Procuradoria do Estado do Rio de Janeiro.

 

Caio se tornará especialista em Direito Constitucional e pretende iniciar um mestrado na área. “Como as causas constitucionais não são comuns à advocacia na minha região, utilizo o conhecimento constitucional apenas para me ajudar no dia a dia. Mas, no meu escritório, atuo, especialmente, nas ações de direito de família e direito do consumidor.”

 

Nosso entrevistado se considera um verdadeiro amante da profissão e não pretende deixa-la tão cedo, pretende continuar a advogar e lecionar, pensa no futuro em prestar um concurso para a Defensoria Pública, porém, este atualmente não é o seu foco.

 

Sobre o exame da OAB, Caio considera que não foi fácil a sua aprovação, “eu optei pela tática de começar a prestar o exame ainda na faculdade, para não passar muito tempo, após formado, buscando a aprovação, visto que a advocacia era meu maior objetivo. Prestei o exame duas vezes, uma no nono e outra no décimo período da faculdade, sem obter a aprovação. Na terceira tentativa, realizei a segunda fase já com um mês de formado e consegui ser aprovado.”

 

Já sobre o órgão de classe, para Caio, “a existência da OAB é indispensável para a nossa classe. A instituição é fundamental para a regulamentação e incentivo da profissão. Se eu pudesse mudar algo, seria a eleição para presidente da OAB nacional, gostaria que todos os advogados do país participassem”.

 

 

Como sempre faço, indaguei se nosso entrevistado já teve algum caso peculiar, poderia nos contar? Um caso particular bem curioso foi o meu primeiro da carreira. Eu ainda estava rodando os escritórios da minha cidade, buscando parcerias com advogados mais experientes para iniciar a carreira, quando a minha noiva me ligou dizendo que estava sendo processada. Fui correndo para a casa dela, se tratava de um processo absurdo, em que a antiga proprietária da casa onde ela morou por um tempo de aluguel alegou que ela deixou a residência toda depredada e com muitas dívidas. Ela disse que fazia questão que eu a defendesse. Mas eu estava muito inseguro, pois nunca havia atuado sem supervisão. Porém, fui buscando confiança. Quando fui realizar a contestação, observei que não havia absolutamente nenhuma prova da autora! Isso, é claro, facilitou muito a minha vida. Fiz essa afirmação várias vezes! Em réplica, a autora se limitou a dizer que existiam muitas provas sim, mas ela perdeu tudo. Eu só conseguia pensar: “é sério que ela escreveu isso em uma petição? Por fim, deu a lógica, venci meu primeiro caso. Fiz questão de executar os honorários de sucumbência. E acabou que isso foi um grande incentivo para começar a minha carreira”.

 

Sobre as maiores dificuldades da carreira hoje em dia, para nosso querido amigo, “a maior dificuldade para um advogado, hoje, é justamente o advogado que não se dá ao valor. Advogados que se orgulham em dizer que não cobram um valor justo pelas ações, que se sujeitam a receber valores irrisórios para atos e diligências, dentre outras atitudes, desvalorizam a profissão”.

 

Caio não acredita que há muita concorrência. “Na verdade, se o advogado for bom, vai sobrar vaga para ele no mercado. Basta ter coragem e encarar de peito aberto, valorizando seu trabalho, nunca deixando de estudar e sabendo vender sua imagem. O mais virá como consequência. Além disso, para toda ação, há, no mínimo, uma contestação. Então o fato de ter muitos advogados em um local não prejudica que outros realizem este trabalho”. 

 

Sobre advogar em sua região, considera uma cidade boa para advogar, uma vez que sempre aparecem demandas. “Somos vizinhos de Macaé, de onde saem muitas trabalhistas, por exemplo. A cidade também possui muitas ações possessórias e tem o direito imobiliário em grande proeminência. A dificuldade atual é a respeito de juízes, pois temos pouquíssimos, relacionado à quantidade de processos da comarca. Além disso, não temos uma Vara do Trabalho na cidade. Mas sou otimista, e creio que tudo isso vai mudar futuramente”.

 

 

Mas quem seria o Caio no dia a dia, ele é uma pessoa de muitos hobbies, gosta de ler livros, apaixonado por esportes, por artes marciais e faz o possível para não deixar a saúde de lado. Atualmente, luta Muay Thai, mas já lutou Tae Kwon Do e jogou futebol. Também gosta muito de música e toca contrabaixo. Nos tempos livres, gosta de curtir momentos de descontração com sua noiva, seus amigos, sua família e ir à Igreja, pois é missionário católico. Não é muito de sair, prefere estar ao redor de pessoas que gosta do que de sair. “Nada melhor que aquele bom churrasco para aliviar as tensões da semana!” “São atividades que realizo com muito prazer! Sou apaixonado por aprender e ensinar. Gosto de inteirar leigos nos conhecimentos jurídicos, que são tão necessários a qualquer cidadão”.

 

Como leciona em cursos preparatórios para concurso público, a imensa maioria dos seus alunos são leigos e vão prestar concursos que exigem matérias jurídicas e conclui Caio que como eles sempre acham que o Direito é um bicho de sete cabeças. “Quando vejo que estão inteirados nos assuntos, é realizador”.

 

Nosso entrevistado também grava vídeos, conforme citado anteriormente e considera que os “vídeos não possuem um foco em concurso público, via de regra. Mas inteirar pessoas a respeito dos acontecimentos cotidianos, de um ponto de vista jurídico. Por exemplo, meu vídeo mais visto é um no qual expliquei as mudanças da Lei Maria da Penha. Outro, em que expliquei a razão da pena do ex-Presidente Lula ter diminuído, também teve uma boa receptividade. As pessoas gostam de entender o que antes não conseguiam, por falta de conhecimento jurídico. Gravo os vídeos e posto em uma página do Facebook, no meu Instagram e no YouTube. Pelo Instagram, busco interagir com os que assistem, saber o feedback e sobre qual notícia desejam esclarecimento. Este projeto está muito no começo, mas estou empolgado para continuar.” Caio tem planos de começar a gravar dicas para jovens advogados iniciarem na carreira. Mas, por enquanto, só esta dando estas dicas diretamente aos jovens advogados, sem transformar em vídeos.

 

Nosso entrevistado é cheio de histórias curiosas, quando pergunto como ele conheceu os canais do Vida de Advogado e qual a sua opinião, ele nos responde que também é uma história um pouco curiosa. Eu estava tentando localizar um Réu para realizar uma execução de alimentos. Quando estava quase desistindo, decidi solicitar ao YouTube e ver se alguém poderia me ajudar ali. Encontrei um vídeo do canal Vida de Advogado que me ajudou muito! Então, decidi continuar acompanhando o canal e descobri que tudo começou com uma página de Facebook. Curti a página e, em muito pouco tempo, virei fã!”

 

Para encerrar, pedi para nosso amigo e colega de profissão e fã da página, para deixar sua mensagem para o público: “Em primeiro lugar, gostaria de agradecer muito por este convite! Principalmente ao Rogério Gimenez, administrador da página, que sabe o quanto sou fã do seu trabalho. Interagir com colegas de profissão, desta forma, ainda mais por se tratar de uma profissão que amo tanto, foi uma oportunidade única e eu só tenho a agradecer. Por fim, meu recado é este: vamos nos manter unidos, fortes, para que sejamos uma classe cada vez mais reconhecida e valorizada no Brasil!” “Para jovens advogados, aconselho que não baixem a cabeça na primeira dificuldade! Vale a pena passar pelos primeiros desafios e colher os frutos depois. Se for preciso, cole em um advogado, mais experiente e de confiança, ou peça ajuda à Comissão da Jovem Advocacia da sua cidade.”

 

 

Para quem precisar, o contato do nosso entrevistado é: WhatsApp (22) 99621-0682. Atuo com Direito do Consumidor e Direito de Família. No meu escritório, porém, atuamos com todas as áreas. Além disso, recebo pedidos de esclarecimentos jurídicos e dicas para jovens advogados via WhatsApp. Caio esta nas redes sociais também. No instagram e no twitter, seu perfil é @advocaioduarte. No Facebook e Youtube, a página é “Caio Duarte – Verdade Jurídica”.

 

Por Rogério Gimenez

 

 

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