Entrevista Herbert Anchieta

18 Dez 2019
Publicado em Entrevistas

 

Herbert Pires Anchieta, atualmente com vinte e nove anos de idade, solteiro, “mas sempre à procura de um grande amor”, complementa nosso entrevistado do mês. Sem filhos por enquanto, em que pese a vontade de ser pai, residente da Capital, iniciou a faculdade muito precoce, aos dezessete anos e se formou em 2012. Advoga desde 2014, atualmente tem seu próprio escritório em sociedade com a sua mãe. Herbert ainda entre a sua formação (2012) e o ano que decidiu ser advogado (2014), se formou como comissário de vôo, contudo não conseguiu conciliar as duas profissões e sabiamente optou pela carreira da advocacia.

 

 

Nosso entrevistado é pós-graduado em Direito do Trabalho e Processo do Trabalho pela Faculdade Damásio de Jesus, apesar de não gostar muito da área trabalhista, conforme me confessou. Herbert também fez uma especialização em relação de consumo, a qual diz amar de paixão. Sempre gostou da área cível no geral. Nos relata que quando morou fora do País fez um curso de inglês instrumental jurídico, basicamente um inglês para a área legal. Família e Consumidor são os xodós do nosso querido entrevistado, o qual complementa dizendo que na época da faculdade adorava Civil e detestava Empresarial e Tributário. Herbert, sempre teve o perfil mais litigante e menos consultivo!

 

Herbert nos confessa que “basicamente nunca quis cursar Direito. Quando me formei no colégio em 2007 eu fui viajar e como na época eu tinha prestado o ENEM e obtive uma boa pontuação, pedi para minha mãe me matricular na universidade, mas deixei claro que a última opção seria Direito”. “Lembro que havia escolhido cursos ligados à arte/criação, cogitei jornalismo, mas quando voltei de viagem, estava matriculado no curso de Direito. Nessa época minha mãe já tinha o escritório que somos sócios e sempre tive muita aptidão com o direito, mas definitivamente o direito não era para mim! Sempre achei que há um excesso de formalismo no mundo jurídico”.

 

O primeiro dia na faculdade foi um caos, segundo Herbert, pois além de estudar de manhã, 90% dos seus colegas da faculdade eram mais velhos até mesmo que seus pais e ele lá de bermuda, chinelo e boné, conforme nos relata. “No decorrer do curso, fui me adaptando e me apaixonando gradativamente. Costumo dizer que eu não escolhi o Direito, mas definitivamente o Direito me escolheu – com o incentivo da minha mãe! Hoje não saberia fazer outra coisa, senão advogar e sou muito realizado profissionalmente! Pretendo num futuro próximo (talvez daqui uns 4 anos) prestar concurso para a magistratura”.

 

Desde o primeiro semestre Herbert estagiou, então contados do estágio, esta há mais de 11 anos no mundo jurídico. Estagiou em órgão público, departamento jurídico de empresa, escritório de advocacia e em Autarquia Federal. Conseguiu ter um aproveitamento incrível, pois o estágio lhe deu muita base para advogar. “Eu atuei na área cível, família, trabalhista, administrativa, ambiental. Creio que uma das principais fontes de conhecimento e base para a advocacia é o estágio. No estágio eu atendi clientes, peticionei, despachei com juízes, cumpri diligências e pude exercer a advocacia propriamente dita!! Um conselho que daria para advogados no começo de carreira é não ter vergonha! Inúmeras vezes eu aprendi fazendo, perguntando como se faz!! Acho que advogado que não dá muito cara a tapa não tem perfil para a advocacia (pelo menos a contenciosa)”.

 

Sobre o exame da OAB, Herbert considera que sempre é uma questão para o estudante de direito, afinal há uma cobrança extremamente absurda para o êxito no teste. “Eu defendo veementemente o exame, afinal é um meio – ainda que não acredite ser tão justo – de dar uma filtrada nos inúmeros formandos, mas asseguro que a prova não mede competência – vide as inúmeras aberrações que vemos comumente na advocacia. A segunda fase sempre foi a mais fácil, afinal há a delimitação da matéria que escolhemos e creio que é mais parecido com a advocacia em nosso cotidiano. A primeira fase sempre foi a mais temida, na minha opinião,  pela quantidade de matéria que temos para decorar e pela múltipla escolha. Na segunda fase já levamos a resposta conosco e por ter estagiado por muito tempo, já tinha uma certa experiência”. 

 

Herbert advoga desde 2014 e diz amar o que faz. Considera que cada dia é um novo aprendizado e amadurecimento.  Entre 2017 e 2018 foi estudar na Europa, mas mesmo assim continuou advogando, já que os Tribunais de Justiça são eletrônicos. No momento esta se dedicado ao seu escritório o qual segundo ele, graças a Deus está dando um bom retorno, muito embora ainda tenha planos de futuramente ingressar nas carreiras públicas, complementa.

 

Como acompanho nosso entrevistado pelas redes sociais, e o considero meio blogueirinho, pois faz diversos stories no seu Instagram, indaguei o mesmo se é mais por divertimento ou algum motivo específico, ele então cai na risada e diz que não sabia desse perfil meio blogueirinho de ser, “na verdade eu gosto de compartilhar com os meus amigos trivialidades. Principalmente quando viajo pra algum lugar diferente como minha última trip para África”. “Eventualmente posto também sobre como é a vida de advogado (OLHA A CONCORRÊNCIA), nem tudo são flores. Há dias que tomamos chá de cadeira em audiência, que ficamos até mais tarde no escritório cumprindo prazo. Mas como filho de Deus, também posto sobre minha vida social, que saio com os amigos, pego uma baladinha!”

 

Como sempre pergunto aos entrevistados sobre casos peculiares e se pode ser contado, Herbert nos diz que já teve vários e divide conosco um recente e que considera legal: “Ajuizei uma ação de reconhecimento de paternidade post mortem consensual sem a necessidade de exame de DNA. Utilizei como fundamentação o vínculo afetivo entre neta e o avô paterno e o Juiz praticamente só homologou! Na verdade, foi um misto de uma ação de conhecimento com ação homologatória. Não tinha visto nenhum precedente nesse sentido, pois todos os casos que tinha visto na jurisprudência ou o Juiz homologava com o reconhecimento espontâneo do pai. Ou nos casos de post mortem com o exame de DNA que comprovava o vínculo entre as partes. Acho que a mágica do direito está justamente nisso!! Tentarmos e desenvolvermos nossas teses novas!! Eu fiquei ainda mais contente, pois era um caso particular na minha família, embora não tenha ganhado honorários, a satisfação pessoal nesse caso em específico compensou!!”

 

Sobre as dificuldades para um advogado nos dias atuais, Herbert considera o próprio Judiciário como a maior dificuldade, “alguns Juízes ainda são resistentes em inovar ou acompanhar a evolução da sociedade. Ou casos que em tese, seriam simples, mas a morosidade do processo dificulta as coisas, como por exemplo, nas ações de expedição de Alvará Judicial”. “A questão do aviltamento dos honorários também é um ponto a mencionar. Infelizmente tem colegas que acabam cobrando valores ínfimos para ganhar na quantidade, o que de certa forma desvaloriza a advocacia”. “Antigamente ser advogado era prestigioso, atualmente perdeu-se um pouco do brilho, mas em contrapartida, acredito que o profissional tem o poder de mudar isso. Graças a Deus nunca me faltou cliente nem trabalho!!”

 

Apesar de eu já conhecê-lo e inclusive já ter trabalhado com o mesmo, nosso público, a grande maioria não o conhece, então lhe indaguei sobre quem é o Herbert Anchieta, seus hobbys e alguma curiosidade que queria nos contar, nosso querido sorri como sempre e nos diz que é muita coisa para falar mas que tentará resumir.

“Eu sou um garoto falante, bem humorado e cheio de vida!! Eu amo viajar, já superei os 20 países!! Sou um garoto padrão de 29 anos que trabalha muito mas também gosta de se divertir!! Gosto de sair pra balada, barzinho, parque, praia!! Estou também tentando ter uma vida mais fitness, muito embora seja difícil conciliar com o mundo jurídico. Embora não entenda muito do zodíaco, sou um taurino nato!! Adoro comer bem e descansar!! Me interesso por política e procuro usar da minha profissão para o exercício da função social. Sempre que posso, procuro ajudar a comunidade LGBTQ+ ao qual faço parte!!”

 

Sobre como o mesmo conheceu a página Vida de Advogado e sua opinião sobre a mesma, Herbert diz que “advogou no mesmo escritório que o Rogério, criador da página! E lá conheci a página vida de advogado. Já até tive uma caneca!!! Acho a página bem bacana, pois há conteúdo de todas as formas. Desde humor à conteúdos propriamente jurídicos!! Fico muito feliz com o crescimento da página e volta e meia encontro um colega compartilhando algum conteúdo. Acho bacana a interação e a identificação que nós advogados temos com o conteúdo! Constantemente me identifico com alguma coisa postado ou algum meme”.

 

Para se despedir, peço que deixe uma mensagem ao público do Vida de Advogado: “Queridos colegas advogados, eu gostaria apenas de deixar um abraço em cada um e dizer que embora não seja fácil, a recompensa sempre chega para aquele que não desiste! No mais, desejo que muitos MLJ’s e RPV’s sejam expedidos à todos nós!! Consigamos promover a justiça que tanto almejamos e que a sociedade se torne mais justa!!

 

Caso precisem, o escritório de nosso entrevistado fica na zona sul de São Paulo aonde atua na área cível e previdenciário. Atende pelo e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. e pelo telefone (11) 5666-5181. Nas redes sociais é só digitar Herbert Anchieta!

 

 

Por Rogério Gimenez. 

 

 

 

 

 

Vida de Advogado
Site
Blog
Página no Facebook
Instagram
Twitter
Canal no Youtube

 

 

 

 

Patrocinadores